A tragédia da Escola Municipal Tasso da Silveira.

escola_tasso_fachadoNão vou entrar em detalhe sobre a chacina na escola. Acredito que todos já sabem como ocorreram os fatos, as vítimas e os que tiveram a sorte viverem.

Vou comentar sobre o que leva esse ato e de quem seria as responsabilidades, na minha mais pura visão de leiga, no que diz a psiquiatria, ou a justiça criminal.

Wellington era filho de pai desconhecido e mãe com sérios problemas psicológicos que abandou os filhos a sorte de quem cuidasse. Sua mãe adotiva o protegeu de tudo e de todos, esquecendo-se de socializar o filho, educando com paradigmas religiosos. Após a morte de sua mãe adotiva, Wellington se entregou a solidão, muitas vezes causada pela exclusão de seus colegas de escola, por somente ser feio e esquisito. Por andar curvado, ser inteligente e ser calado. Colegas esses que o insultava com palavras, atos e deboches, com brincadeiras’ humilhantes ao ponto de  jogá-lo na lata de lixo do pátio. Seus irmãos adotivos também o abandonaram a própria sorte, exatamente pelos mesmos motivos. Sem visita-lo ou tentar uma ajuda psicológica para ele. Segundo seus colegas de trabalho ele era gentil, educado e calmo. Levando muitas vezes as pessoas que se dizem de bem; rotulá-lo como gay.

Acredito que pessoas com transtornos mentais, que são autoras ou não de delitos, exige uma interlocução, efetiva com o direito a psicologia na saúde pública e ao serviço social constante, visando tratamento clínico consecutivo e obrigatório. A articulação entre saúde mental e direitos humanos interessa à sociedade, aos profissionais, aos pacientes e às respectivas famílias.

Wellington não foi encaminhado pelos seus familiares biológicos ou não, que tinham a obrigação de cuidar ou deixar cuidar da sua saúde mental. Sua mãe biológica, também desprovida da faculdade mental, não foi cuidada devidamente pelo manicômio por onde passou que deveria submeter-se a uma histerectomia para não vir a ter filhos, herdeiros de problemas também mentais e/ou ficar jogados pelo mundo.

Existe no mundo, vários Wellington, que mataram suas esposas e/ou companheiras, (as mães de seus filhos), que por problemas também de saúde mental, mataram, torturam, por vingança, ódio, amor e traição. Filhos que mataram seus pais, com requinte de crueldades pelo poder aquisitivo ou liberdade. Pedófilos que pegam suas vítimas, muitas vezes bebês e depois de atos libidinosos, as matam em troca de um prazer doentio. Mães que torturam quando deveriam cuidar, parentes que roubam, maltratam e desprezam.  Alunos que agredirem seus professores e professores que agridem seus alunos. Pais que também passam a mão na cabeça de seus filhos, impedindo-os de criarem responsabilidades e limites.

Mentes essas igualmente doentias como a do Wellington, que na madrugada do escárnio, apedrejaram e pincharam à casa dos familiares de Wellington, quebrando e danificando os portões e vidraças da residência. Não pensaram que para a família do atirador, também comunga a dor e a tristeza. Que jamais irão esquecer-se do que seu parente fez para as famílias que perderam seus filhos.

Um erro justificado com outro erro!

Culpar a escola, o estado, o mestrado, a religião, a opção sexual, a solidão, os mulçumanos é fácil. Difícil é culpar uma sociedade que também não faz a sua parte.

No meu entender o estado fez a sua parte. Abateu com um tiro a barriga desse rapaz, evitando assim, um número maior de vítimas, o que obrigou por medo ou falha no seu intuito atirar em sua própria cabeça, nos livrando para sempre do seu convívio público.

O Brasil também esta entregue a uma covardia ideológica politicamente correta. A tolerância sexual, religiosa, ações sociais, políticas, alienando a consciência humana.

Em que situação que a escola iria adivinhar que um ex- aluno, que respondeu a um convite para uma palestra aos alunos iria cometer um ato desses?

Em que situação o estado iria dispor de policiais para cada escola municipal ou estadual? No meu entender o policial seria o primeiro a ser abatido.

Em que situação poderia ter se evitado essa tragédia e tantas outras que acontecem todos os dias, em grau tão absurdo como esse?

Todos os dias, acontecem pequenas tragédias nas escolas. Todos os dias acontecem pequenas tragédias nos lares. Todos os dias acontecem pequenas tragédias pelo mundo.

Esse fato lamentável não foi o primeiro e não será o único. Todos os dias, teremos fatos igualmente trágicos, de mentes doentias e fragilizadas por vários motivos, devido a uma sociedade de ideologias e normas não cumpridas. Por descaso das instituições que controlam e administram uma nação. Por descaso de pais e educadores que constrói ou preparam pessoas totalmente sem noção do bem e do amor.

A falta de carinho, atenção e educação, nos impedem de reconhecermos problemas psicológicos e traumáticos em nossos filhos. Acredito que não só as instituições que controlam a nação, mais também a sociedade como um todo, que preferem excluir, isolar, degenerar, rotular e acharcar, impedindo assim construirmos homens de bem com ideologia passiva e respeitosa.

Deus e Jesus Cristo têm sido tão banalizados, pela enxurrada religiosa, que muitos acabam confundindo um conjunto de crenças sobre causas, natureza e finalidade da vida e do universo. Levando a muitos homens a se considerarem santos, sagrados ou divinos, usando o nome de Deus para cometerem atos violentos e com consequências desastrosas.

Não estou defendendo esse rapaz e nem tão pouco seus atos alucinados, dignos de uma besta, que cometeu um massacre sem precedentes na historia do Brasil. Compreendo o sofrimento desses pais que não terão mais seus filhos em seus convívios familiares. Sinto a dor de cada um dentro do meu peito, por ser também mãe e por ter tido um sobrinho vítima fatal de um louco como esse, nos deixando traumas e saudades eternas.

O meio de comunicação, briga por ibope, tira sangue até a última gota dessa fatalidade, entrevistando os jovens menores de idade, (portanto não deveriam esta diante as câmeras), fazendo-os contar a sua visão real do que viu e ouviu, revivendo um drama dolorido de uma cena de guerra literalmente. Esses meninos deveriam ser poupados e somente comentarem o assunto diante de médicos psiquiátricos, ajudando essas crianças e lidarem com esse fato sem causar sérios traumas em suas vidas futuras.

Ainda na mídia, não ouvi nem vi entrevistas de professores e educadores que protegeram seus alunos com a própria vida, que igualmente aos meninos, vão precisar de ajuda psicológica, para continuarem o ano letivo amenizados da dor dessa violência que a todo custo vai ter que continuar ensinando, tentando fazer uma nação melhor.

A fatalidade já esta feita!

Resta-nos agora lutarmos por um Brasil melhor, cuidando de nossos familiares, de nossos jovens, dos nossos idosos, permitindo acesso às coisas básicas da vida e cuidando para que nosso governante nos ajude-os a melhorem as leis jurídicas e que todos cumpram, sem distinção de camada social. Ainda, que todo brasileiro tenham acesso à educação, a saúde, a moradia e ao trabalho. Que todos amem seus semelhantes sem exclusão. Educando nossos jovens a uma sociedade diversa do ponto de vista étnico. Que a aparência física ou intelectual não seja critérios para ódio ou vingança. Que sejamos um povo amável, cuidadoso e gentil. Que sejamos cuidadosos com os animais, com a natureza, com nossos filhos, netos, idosos e vizinhos.

Sejamos respeitosos e compartilhemos com propósitos, gostos, preocupações, costumes e religiões. Para futuramente não encontrarmos meninos esquisitos e mudos, que deixem seus recados marcados com sangue de inocentes.

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Kika

About Kika

Meu nome já não importa, mais meu apelido é Kika. Sou carioca da gema, do signo de peixes. Já passei da idade dos sonhos. Por incrível que possa parecer, ainda não descobri a minha missão e no momento não estou fazendo questão. Amo a natureza e todos os seus habitantes. Gosto de ir ao cinema, ao teatro. Quase sempre escuto o bom Blues. Procuro sempre me manter ocupada, isso me faz esquecer os problemas e a solidão. Não gosto de situações aborrecidas e tediosas e muito menos ter que ser simpática quando não o quero ser e nunca me importo com o que falam de mim ou pensam ao meu respeito. Sou direta e nunca faço rodeios. Tenho vários defeitos e não faço questão de corrigi-los. Sou assim e pronto! Desejo que você goste da minha NAVE e qualquer contato é só deixar o seu recado que eu retorno. Muita paz a todos!

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