Ótimo Ano Novo!

Réveillon-fotos de  Renan RinaldiNa quarta feira (29/12) antevéspera do Réveillon, despertei ainda de madrugada e dei a noite por encerrada. Fui até a cozinha em busca de um café preto, forte e quente.

Parti mais cedo para o trabalho na intenção de também sair mais cedo. Algumas horas depois, comecei a sentir dores na garganta. Algo me incomodava absurdamente quando tentava engoli.

Por volta das quinze horas, encerrei minhas obrigações trabalhistas e ao chegar à rua senti um arrepio pelo corpo todo.

Eu tinha que passar no banco, no mercado, na padaria e fazer a fezinha na loteria.

Já na fila do banco comecei a ter um mal estar acompanhado de suor que escorria pelo meu corpo. De volta à rua, senti meu corpo debilitado, o passo se arrastando e um grande desconforto geral.

Esqueci de todas as obrigações e rumei para casa, já que eu estava a dois quarteirões.

Quando cheguei estava no meu limite, joguei a bolsa no sofá e desabei na cama, de roupas e grudada não sei por que com as contas pagas no banco.

Meu filhote chegou do trabalho por volta das 20hs, encontrando a casa as escuras, pensando que eu não havia chegado. Ao acender as luzes notou a bolsa em cima do sofá e as sandálias pelo caminho do corredor.

Correu para o meu quarto me acordou para saber o que estava acontecendo, pois não é de costume eu me deitar cedo.

Percebi que meu corpo estava todo dolorido, doía até a raiz dos meus cabelos. Minha garganta estava muito fechada me impedindo de engolir a saliva, me forçando a babar. A cabeça doía e meus olhos não conseguiam abrir direito. Minha roupa estava colada no corpo de suor e meus cabelos molhados e grudados na cabeça. Eu estava um caco literalmente.

Meu filho colocando a mão na minha testa notou que a febre consumia todo o meu ser. Ficou me perguntando qual remédio buscar na nossa farmácia caseira.

Eu não conseguia raciocinar e tudo a minha volta rodava. Ele me deu um comprido que foi muito difícil passar pela minha garganta junto com a água e notei que parte do comprimido ficara grudada na garganta provocando vômitos literalmente.

Desabei novamente na cama e com a voz muito fraca pedi para ele apagar a luz. Estava numa fadiga sem tamanho.

Dormi por quinze horas, de cincos horas da tarde de quarta feira até as oito horas de quinta feira. Quando abri os olhos à sensação era horrível. Tudo me doía, a garganta totalmente inchada, os olhos sensíveis a luz. Uma poça de suor estava por debaixo de mim, minhas pernas estavam duras e sem comando, um frio e calor invadiam meu corpo. Eu estava sem voz, fadigada e febril.

Com muito sacrifício peguei o celular e liguei para meu filho que estava no quarto ao lado. Ao perceber a minha ligação e sem que eu falasse nada ele correu para o meu quarto e se assustou com o quadro que viu.

Sem demora ele providenciou o taxi e partimos para a Clínica. A minha aparência estava assustadora.

Logo fomos atendidos e pelo meu estado o médico logo disse:

– É vírus influenza C.

Queridos leitores, não se apavorem!!!! Influenza C nada mais é que gripe forte.

– Após os exames e caracterizado a famigerada influenza C fui medicada.

Quando cheguei a casa tomei um banho quente, lavei os cabelos e consegui tomar bem de vagarinho, um leite de soja sabor maça.

Meu filho providenciou a troca dos lençóis e a tabela de remédios no celular para que ele me avisa-se a cada horário para tomar os remédios. Pois ele precisava trabalhar. Na minha mesa de cabeceira uma bandeja com água fresca, leite de soja e os remédios.

Eu só queria dormir. O celular despertava nos comandos certos e com imensa dificuldade eu tinha que colocar os óculos e ver no celular qual remédio tomar naquele horário.

Eu que cuidei e ainda socorro tanta gente, naquele momento não havia ninguém para me cuidar. Senti uma imensa saudade de minha mãe e a necessidade de sua presença naquela hora. Chorei por horas a fio.

A gata miava baixinho me avisando estar com fome. Eu sabia que o filhão não havia colocado nada para ela comer, tamanha a pressa dele e as responsabilidades do trabalho.

Eu estava com imensa vontade de urinar e por conta desse fato teria que me levantar e caminhar ate o banheiro.

Com dificuldades sentei-me na beira da cama e fiquei por alguns minutos para não ter uma vertigem. Pensei o quanto meu marido me fazia falta e o quanto eu lamentava a sua partida para a outra pátria.

Tornei a chorar.

Foi ai que me lembrei de tantas dificuldades vencidas, de vários sofrimentos com a família e de como superei tudo com dignidade, força e luta.

Eu não iria me deixar abater por uma gripe metida a besta.

Olhei as horas no relógio da parede que marcavam quatro horas da tarde. Levantei e andei devagarzinho até o banheiro. Chininha a minha gata ia me seguindo. Fui ao banheiro e me olhei no espelho. Eu tinha duas enormes bolsas negras em baixo dos olhos. Meus lábios estavam descascados e ressecados devido à febre. Escovei os dentes, passei Hipoglós nos lábios e pensei em ligar para a Núbia o meu braço direito. Lembrei que Núbia também estava doente e por conta disso não estava trabalhando.

Quando entrei na cozinha quase tive um treco ainda pior. Louças sujas por todos os lados, panelas abertas, restos de comida, um caos.

Fiquei sem saber por onde começar. Optei por resolver o problema da Chininha e quando me dei conta já estava tudo limpo e organizado.

Como? Eu não sei. Mais fiz.

Notei que eu precisava comer alguma coisa. Ainda tive forças para fazer uma sopa de legumes com aletria que saboreei bem devagar para poder passar pela garganta e um delicioso suco de laranjas.

Conferi a tabela de remédios no celular e desabei nos braços de Orfeu.

Acordei na sexta feira por volta de 10 horas. A garganta estava quase normal, já não doía tanto. Minha cabeça havia parado de latejar e meu corpo estava seco e sem febre aparente.

Levantei bem devagar e me dirigi à cozinha. Tudo estava em ordem. Coloquei comida para a gata e me sentei no sofá da sala para tomar um café.

Em cima da mesa uma pilha de jornal, peguei o de sexta feira e só ai foi que notei que era véspera de Ano Novo. Eu não havia providenciado nada para a ceia.

Acordei meu filho que precisava ainda ir ao escritório. Na volta ele trouxe uma alcatra cortada para strogonoff e sacos de batatas palhas.  Providenciei logo o refogado com ajuda de meu filho. Colocamos os refrigerantes na geladeira, já que eu não poderia brindar com champanhe, para não complicar com os remédios. Arrumei a mesa com a toalha dourada, presente de meu querido porteiro, copos, talheres e pratos.

Tomei os remédios daquela hora e atendi minha irmã no telefone que nada notou a gravidade do que havia acontecido.

Adormeci mais um pouco e acordei ainda mais dispostas. Cortei o pão e fiz algumas rabanadas e um pudim de laranja.

Tornei a me deitar e adormecer. Acordei com a companhia.

Meu vizinho necessitava de algo.  E estava muito animado para ver os fogos da Praia do Flamengo, onde moramos.

Meu filhote se animou e colocou pilha para que eu fosse também, pois moramos na quadra da praia.

Ainda recebi a visita de uma vizinha querida que veio me desejar um Ano de coisas boas.

Tornei a me deitar e dormir profundamente, até que o celular me despertou avisando à hora dos remédios. Tomei um banho e resolvi me arrumar.

Abri o guarda roupas e notei que não havia buscado o meu vestido branco reservado na loja.

Lembrei de minha irmã ao telefone que estava desesperada procurando peças íntimas novas e uma roupa digna dela.

Quanta bobagem!!!! Que besteira consumista.

Kikario por RenanRinaldiPeguei o vestido do ano passado, ainda com cheiro de roupa guardada, vesti e coloquei uma echarpe de seda colorida, pois temia o sereno no decote das costas do vestido. Fiz um rabo de cavalo e coloquei uma pulseira de ouro, a única jóia que sobrou, após vender tudo para matar a fome dos anos passados de dificuldades. Calcei uma sandália e lá fomos nós para a aurora do ano.

Desejei tudo de maravilhoso para mim e minha família e ainda fiz uns pedidos extras para os amigos.

Foi maravilhoso! Fiquei muito feliz.

Na volta, tomei uma água de coco bem gelada e tornei a cair na cama. Dormir o sono dos merecedores e guerreiros.

Sem falsa modéstia…

Eu sou uma guerreira nata! Eu sou a forma lúdica da vida! Eu sou a que ergue e faz erguer.

Feliz Ano Novo!

A todos vocês um ano de conquistas, realizações, saúde, paz, prosperidade e amor.

Kika

About Kika

Meu nome já não importa, mais meu apelido é Kika. Sou carioca da gema, do signo de peixes. Já passei da idade dos sonhos. Por incrível que possa parecer, ainda não descobri a minha missão e no momento não estou fazendo questão. Amo a natureza e todos os seus habitantes. Gosto de ir ao cinema, ao teatro. Quase sempre escuto o bom Blues. Procuro sempre me manter ocupada, isso me faz esquecer os problemas e a solidão. Não gosto de situações aborrecidas e tediosas e muito menos ter que ser simpática quando não o quero ser e nunca me importo com o que falam de mim ou pensam ao meu respeito. Sou direta e nunca faço rodeios. Tenho vários defeitos e não faço questão de corrigi-los. Sou assim e pronto! Desejo que você goste da minha NAVE e qualquer contato é só deixar o seu recado que eu retorno. Muita paz a todos!

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