Caramba! Esse final de semana tive um treco

Após conversar por telefone por quase duas horas com minha prima mineira que estava preocupada com a Guerra Urbana no Rio de Janeiro e assegurar a ela que eu estava bem de saúde, comecei a ter um treco.

Fiquei tonta a ponto de não poder levantar e por pouco eu não cai no chão. Depois me deu uma dor de cabeça latejante que pensei que ia sair o tampo da minha cabeça e espalhar miolos para todo o lado. Meu filho se apressou para me dar uns comprimidos e uma bolsa de gelo. A dor na cabeça ia aumentando a cada minuto. Insuportável.

Foi quando já não agüentava mais que comecei a ter enjôos, meu filho correu com um balde e colocou na beira da cama para que eu pudesse despejar tudo que queria sair de dentro de meu estômago. A idéia do balde foi genial mais a mira é que não estava boa. O conteúdo gástrico saia por todos os lados quase me sufocando e igualmente espalhava pelo chão.

A cada golfada a dor na cabeça aumentava a intensidade da dor. Foi quando comecei também a evacuar.

Gente! Nem vou relatar esse fato. Foi uma cagada generalizada.

O suor escorria pelo meu corpo numa espécie de calor e frio. A garganta fechava não deixando eu engoli. Meu corpo começou a doer de uma forma latejante e comecei a ter tremedeira.

Meu filho corria do meu quarto para a cozinha. Trazia chá, remédio, sal de fruta, toalha molhada para me limpar, até que ele decidiu me levar para o hospital.

Imediatamente, com muito esforço olhei o relógio que já estava marcando duas horas da madrugada. Lembrei da confusão com os traficantes e policiais. Apesar de morar na zona sul, longe do Complexo da Maré, fiquei com receio de sair àquela hora e teríamos que chamar um taxi e como eu iria vomitando e cagando num taxi alheio?

Então pedi meu filho para fazer um chá de boldo com carqueja o que aparentemente deu resultado, pois eu já não tinha mais nada para expulsar de dentro de mim, tanto por cima como por baixo.

Já muito cansada e debilitada adormeci no meio daquele merdalhau todo.

Acordei pela manhã cedinho, com minha gata em cima da cômoda do quarto miando de fome, pois ela não é boba de pisar naquela porcaria toda.

Meu corpo doía por inteiro e minha garganta dolorida a ponto de não poder engoli.

Olhei em volta do quarto e quase tive outro treco, pois era eu mesma quem teria que limpar tudo aquilo. Comecei por um banho quente com bastante espuma de sabonete líquido e xampu nos cabelos. Ainda estava tonta.  Peguei um caderno com todos os componentes de medicação e as suas indicações, do tempo do meu falecido marido quando farmacêutico.

Liguei para a farmácia e esperei no sofá da sala. Após melhorar, encarei o meu quarto numa faxina geral. A máquina de lavar roupas trabalhou duas vezes e ainda tive que lavar a louça e lavar o banheiro.

Depois me deitei e dormir a tarde toda. Nem me atrevi a almoçar. Só água de coco e água tônica.

Amanhã é outro dia!

Inté…

Kika

About Kika

Meu nome já não importa, mais meu apelido é Kika. Sou carioca da gema, do signo de peixes. Já passei da idade dos sonhos. Por incrível que possa parecer, ainda não descobri a minha missão e no momento não estou fazendo questão. Amo a natureza e todos os seus habitantes. Gosto de ir ao cinema, ao teatro. Quase sempre escuto o bom Blues. Procuro sempre me manter ocupada, isso me faz esquecer os problemas e a solidão. Não gosto de situações aborrecidas e tediosas e muito menos ter que ser simpática quando não o quero ser e nunca me importo com o que falam de mim ou pensam ao meu respeito. Sou direta e nunca faço rodeios. Tenho vários defeitos e não faço questão de corrigi-los. Sou assim e pronto! Desejo que você goste da minha NAVE e qualquer contato é só deixar o seu recado que eu retorno. Muita paz a todos!

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