cabelos_danificadosNuma sexta feira, fui ao salão de cabeleireiro para hidratar os cabelos e dar um corte nas pontas. Agendei o horário em um salão novo, aqui do bairro. Apesar dos preços um pouco salgado, resolvi arriscar a tal promoção da hidratação.

Quando cheguei ao salão pela manhã, estava rolando um tremendo barraco entre uma cliente de aproximadamente quarenta anos e a jovem auxiliar do cabeleireiro Nandinho, que não se encontrava no recinto naquele momento.

Dirigi-me para a recepção e logo o profissional que eu marquei de nome Arthur, veio me atender. Lavou meus cabelos, aparou as pontas e colocou a hidratação, me acomodando num cantinho do salão para esperar a hidratação fazer efeito, assim eu não atrapalharia as manicures e saia do fogo cruzado das duas.

O que eu pude entender da tal discussão, é que a jovem auxiliar não havia feito a escova conforme o gosto da cliente, que a todo o momento solicitava a presença do tal Nandinho que também entendi ser o dono do tal estabelecimento. A auxiliar já estava muito zangada e respondia duramente a cliente com deboche e sarcasmo, ora ofendendo até a cliente.

Dado momento o tal Nandinho chegou colocando ordem no salão.  A cliente explicou a situação e ainda acrescentou que a auxiliar puxava seus cabelos e ainda ria com  outra colega.

Nandinho acalmou a cliente com a promessa que iria refazer a escova. Combinou de lavar novamente os cabelos e pediu que a tal auxiliar para lavar os cabelos da cliente e ainda pedisse desculpas.

No canto onde eu estava sentada, fingindo ler uma revista e esperando a hidratação fazer efeito, me dava à visão de trás do lavatório.  A senhora sentou-se novamente, entregando seus cabelos para a jovem auxiliar. Continuei fingindo ler a revista e notei quando ela se abaixou por trás do lavatório para pegar o xampu. Havia duas prateleiras com xampus, cremes, toalhas, e incrivelmente uma caixa de sabão OMO e um frasco de conforte. A auxiliar encheu a mão de sabão em pó Omo e tascou nos cabelos da senhora, fazendo uma espuma abundante. Olhou para a sua coleguinha de trabalho que começou a rir bem baixinho e logo enxáguo com um punhado de conforte.

Um desespero subiu por todo o meu corpo e fiquei na dúvida se eu comprava aquela briga ou fingia não ter visto nada. Fiquei muito impaciente. Levantei do meu canto me dirigi ao tal Nandinho que terminava de pintar os cabelos de outra senhora e falei bem baixinho no seu ouvido o ocorrido.

Nandinho se desesperou e correu para a pia lavatório dando uma desculpa e lavando os cabelos com xampu, evitando assim danos maiores.

Mesmo sendo outro profissional que me atendeu, não quis arriscar. Paguei o que eu devia e sai do salão com os cabelos cheios de hidratantes, vindo lavá-los em casa.

A ANVISA adverte:

- Se você discutiu com o profissional… Não arrisque! Procure outro salão.