Domingo de ralação forçada

Nesse domingo (15/08) acordei com muito barulho no corredor dos elevadores do prédio onde eu moro. Quando cheguei à sala notei que tinha água em boa parte de sua extensão e ao correr para interfonar ao porteiro, encontrei a cozinha também alagada. Sem entender nada abri a porta para saber o que se passava nos corredores, quando recebi uma jorrada d’água. Meus vizinhos, de pijama e rodo na mão tentavam sem sucesso escoar a água e numa mistura de indignação e nervosismo tentava me explicar o que estava acontecendo.

O apartamento do 10º andar está em reforma e havia suspeitas de rompimento em uns dos canos do banheiro. Perguntei por que não ligavam para o novo proprietário ou entravam em contato com a firma de construção e reforma. Ninguém tinha o telefone do proprietário e por ser domingo a firma não atendia ao telefone. Nosso faxineiro estava de folga e nosso porteiro chefe que também estava de folga estava tentando desligar o registro geral da água do prédio.

Ao estudar a situação percebi que a água também havia invadido alguns apartamentos e em forma de uma pequena cachoeira, escorria para o poço do elevador. Comecei a raciocinar e notei que meus vizinhos voluntários estavam enxugando gelo. Meu porteiro chegou ao meu andar muito nervoso e escorregou nas escadas, onde a água descia com vontade. Corri para ajudar meu porteiro e fiquei muito preocupada, por ele ter batido as costas e machucado o braço. Perguntei pelo síndico que naquele momento não se encontrava em nenhum andar e fui informada que ele havia saído à rua com seu cachorrinho. Eu não podia acreditar naquilo.

Como os elevadores foram desligados subi do 4º andar ao 10º para estudar a situação e organizei um mutirão com os moradores de cada andar para irem puxando á água para as escadas, assim iríamos enxugando a água sucessivamente em cada andar.

Foi um trabalho conjunto que duraram cinco horas. Todos sem almoço, sem passeio e sem descanso. Ficamos sem água o domingo todo e ainda, por solidariedade ajudamos alguns vizinhos idosos a enxugar a água que havia entrado em seus apartamentos.

Depois da missão cumprida, desabei no meu sofá exausto e analisei a atitude do síndico, que só encontrei no andar onde ele mora (2º) depois do problema resolvido.

Realmente em situação de emergência ele falhou. Se fosse um incêndio na proporção que foi a água, nesse momento estaríamos desabrigados ou quem sabe até mesmo vitimados.

Para reforma de embelezamento da portaria ele é o máximo. Mais para situações de emergências…

– Melhor chamar o Silvester Stallone.

Kika

About Kika

Meu nome já não importa, mais meu apelido é Kika. Sou carioca da gema, do signo de peixes. Já passei da idade dos sonhos. Por incrível que possa parecer, ainda não descobri a minha missão e no momento não estou fazendo questão. Amo a natureza e todos os seus habitantes. Gosto de ir ao cinema, ao teatro. Quase sempre escuto o bom Blues. Procuro sempre me manter ocupada, isso me faz esquecer os problemas e a solidão. Não gosto de situações aborrecidas e tediosas e muito menos ter que ser simpática quando não o quero ser e nunca me importo com o que falam de mim ou pensam ao meu respeito. Sou direta e nunca faço rodeios. Tenho vários defeitos e não faço questão de corrigi-los. Sou assim e pronto! Desejo que você goste da minha NAVE e qualquer contato é só deixar o seu recado que eu retorno. Muita paz a todos!

One thought on “Domingo de ralação forçada

  1. Miriângela

    Diante do exposto, sugiro a voces que peçam um abatimento no condomínio, que sei é um absurdo!

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